Vou tecer as minhas considerações sobre o caso Casa Pia, já que tudo o que é gente o faz. As minhas considerações, no entanto, poderão ser um pouco diferentes. Ora pensem comigo: se eu não sou jurista, testemunha, réu, parte interessada, e não tenho acesso a nada do que pode ser prova, ou conhecimento de algo em particular sobre o caso, como é que eu posso opinar sobre a inocência ou culpabilidade de alguém?
Muito português faz isso, e eu pergunto, têm capacidades especiais? São médiums? Estou a falar daqueles que não têm rigorosamente nada a ver com o caso e são apenas a dita opinião pública. Como é que eles dizem com tanta certeza quem é culpado e quem é inocente? Eu não sei, não faço ideia e não tenho esse ónus. Esse trabalho é dos advogados, dos tribunais.
É o problema da opinião pública em Portugal, fazem-se julgamentos de rua, isentam-se alguns, matam-se outros, ainda que com palavras.
A minha opinião sobre este caso, dirige-se a um tema que, sendo Portuguesa poderei me dirigir com clareza: 8 anos? E quanto tempo mais vai ser preciso? Será que ninguém vê que, as vítimas sofrem por não haver desfecho e os inocentes que são julgados (a existir) têm a vida em pause este tempo todo? Alguém consegue ver isso? Que país é este que permite que isto aconteça? Os Direitos do Homem estão a ser violados, e só se apontam dedos...



Conseguem imaginar? E eu que achava que o meu Alcatel Easy amarelo já era um tijolão! Ora vejam:
É muito interessante ter acompanhado esta evolução na primeira pessoa. Os telemóveis foram sendo aperfeiçoados e ficando cada vez mais pequenos. Hoje em dia fazem uma série de coisas que eu não quero sequer saber, porque parei no tempo há 4 anos atrás. Quatro anos é a bonita idade do meu telemóvel. Na idade de telemóvel, é considerado um idoso, um centenário, um cota caquéctico. Mas, admirem-se, funciona na perfeição, e enquanto assim for, ele estará do meu lado... 


