E hoje, o dia 1 de Julho fica marcado como o dia em que ficámos um bocadinho mais entalados. É a conta de sempre: os salários permanecem iguais e o custo de vida sobe, a qualidade de vida desce, o stress aumenta, a produtividade dos que trabalham decresce e quem não trabalha endoidece…
Nestes momentos esquecemo-nos do que andamos para aqui a fazer e a nossa vida resume-se ao dinheiro. Não quero parecer demasiado exagerada, porque afinal é assim que o mundo funciona, é esta a sociedade em que vivemos e então precisamos do dinheiro… Mas será que exageramos no que toca às nossas preocupações financeiras e por isso tomamos más decisões?
Tenho esperança que o futuro da sociedade seja diferente. O modelo capitalista está obsoleto e tem de ser alterado. Já vimos que assim não dá. Vivemos nos humores de linhas expressas em gráficos que nos dizem se estamos a entrar na crise, na crise, a meio da crise… Dependemos do que uma agência de rating diz do nosso país, expressando-o em letras e em números. Mas somos mais, muito mais do que isso. O que é que aconteceu que de repente deixámos de ser o belo país à beira mar plantado para ser um -AA? Como é que se resumem as capacidades de um país numa letra? Voltámos ao mundo dos ABC’s?