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sábado, 4 de setembro de 2010

O inimigo público em pobrezinho: Evangelho segundo Aníbal e José

"Papa condecora Cavaco Silva e José Sócrates"
Expresso, 28 de agosto de 2010





Sim, eu sei, é um facto. As condecorações são tão difíceis de obter como os brindes do HappyMeal. Ou uma doença venérea na cama da Elsa Raposo.





Tenho praticamente a certeza que fui das poucas, senão a única, a não receber um galhardete das mãos do nosso soporífero ex-Presidente Sampaio. Tenho a secreta convicção que ele decidiu atribuir uma condecoração por cada sarda que tem no corpo. Se não fossem as ilhas, a sua missão teria ficado aquém.





Mas justiça seja feita ao Alemão de branco. A distinção de Cavaleiro de Ordem Piana  não poderia estar melhor entregue que ao Prof. Enfarda Bolo-Rei/ Sr. Gosto mais de um tabuzinho que de um D. Rodrigo, também conhecido por Aníbal Cavaco Silva.





Por sua vez, a nomeação de Cavaleiro de Ordem de São Gregório não podia estar em melhores mãos que as do Sr. Manso é a tua tia e Quem diz é quem é/ Eng. "O Inglês Técnico é uma treta, pá!", isto é, José Sócrates.




Estes nossos representantes, eleitos democraticamente (e aqui ponham a mão direita em cima do coração enquanto repetem Mea culpa, minha tão grande culpa), são os "Perca Peso,Pergunte-me Como" da Igreja Católica. São os melhores angariadores que Ratzinger podia pedir a Deus (se calhar encomendou-os mesmo ao Grande, tipo La Redoute Celestial...).





Não me consigo lembrar de ninguém que aproxime tanto o povo luso da Santa Madre Igreja, como estes dois "Cavaleiros". É impossível passar um dia sem ouvir alguém dizer  "Este Governo é de bradar aos Céus!" ou "Se estivermos à espera que o Cavaco resolva alguma coisa, valha-nos Deus!"




Não se deve subestimar o poder evangelizador de um mau Estadista ou de um Político incompetente. Nada para pôr o País de joelhos e levantar as mãos ao alto, como uma Comunicação ao País do nosso Presidente ou do nosso Primeiro.





Jesus Cristo disse a Pedro "Vai e Espalha a Palavra!" Palpita-me que Bento XVI segredou ao ouvido do Aníbal e do José "Governem e Espalhem o Medo!" (favor ler com sotaque de Coronel da Gestapo)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Cromos não necessariamente da Bola:Toma um destes que isso passa, filho!

A D. Adozinda das Dores, embora seja dona de uma provecta idade, tem uma língua digna duma “actriz” (e sublinho as aspas) da geração Morangos com Açucar.

O seu dia-a-dia divide-se pelo seguinte:

  • A visita fatídica ao centro de saúde “não há um dia que os meus achaques me dêem descanso”
  • A lida da casa “sim, que eu não sou como a minha nora que além de badalhoca, não larga a porcaria da bimba ou da bimbe, ou o que é lá isso!”
  • A TVI- os programas do Manuel Luís e da Júlia, fontes de infindável saber dogmático, e tenho para mim causa de alguma surdez que tem assolado a D. Adozinda. Somando-se a isto as maratonas de novelas diárias “que tem dias que nem vou à cama para não perder pitada”
D. Adozinda está perfeitamente convencida que tudo na vida tem remédio “tudo menos a morte, minha menina”. Assim, vai prescrevendo medicamentos a tudo e a todos, crente de ser capaz de curar todas as maleitas do mundo e arredores.

Aqui vai o primeiro dos seus receituários:

Toma um destes que isso passa, filho!

Meus queridos, hoje encontro-me apoquentada!


Esta gente só sabe dizer mal! Tudo cai em cima do meu Carlinhos Queirós, que me parece tão bom moço. Até anda com má cara. Eu se fosse mãezinha dele, havia de lhe dar um Lorenin, para arribar. O meu Albano diz que o problema dele é que é bom olheiro, mas como está sempre sentado no banco desde que veio do estrangeiro, o olho que funciona está em privação. A modos que não percebi, mas adiante.

E o meu Papazinho, coitadinho. Não dão descanso ao pobre de Deus! Cima abaixo, cima abaixo, cima abaixo… Parece que anda a fazer a Volta ao Mundo em 80 dias, como no filme. Já não são coisas para gente da nossa idade. Ele havia de tomar um daqueles amarelinhos, que eu encontrei na mochila do meu Carlos Miguel. Quando os tomo passo a casinha toda a pano em menos de nada. O único problema é que me aparece a Amália na cozinha a cantar o “Povo que lavas no Rio”. Parecendo que não, é coisa para causa para causar um certo transtorno!

Cá para mim, o Sócrates também anda a tomar dos mesmos. Pelo que o homem diz na televisão, ele vê coisas que mais ninguém vê. E sempre com a tacha arreganhada.

Meus meninos, agora deixem-me ir à minha vidinha, que está quase a começar a minha novelazinha. E hoje são cinco de uma assentada! Lá vou eu tomar mais um Lorenin.




terça-feira, 6 de julho de 2010

Crítica: Itália vende património

Com o intuito de combater a sua grande dívida externa, Berlusconi decidiu colocar à venda pedaços de Itália, sejam ilhas, palácios antigos, mercados, entre outros.

Considerei que, se Portugal tem uma dívida externa também elevada, seria melhor fazer uma lista daquilo que deverá ser vendido para arrecadar uns tostões:

- Quintas do Lago, da Marinha, e outras que tais - Assim como assim, o povão não pode lá entrar! Portanto, se for comprada por Espanhóis, o que é que interessa?

- As Berlengas, compra a ilha, oferecemos as gaivotas!

- A Fuzeta - aquilo não está tudo estragado, mesmo?

- Bairros sociais - Mas só se forem comprados pelos Holandeses, porque esses sim, sabem o que é integração sócio-espacial e podiam fazer qualquer coisa de jeito! Continuamos a copiar o malfadado modelo Francês, que como vêem, tem tido um grande sucesso em França.. Oui, oui..

- A linha de Sintra, porque aqueles prédios fazem náuseas e tenho a secreta esperança que um dia todos voltamos ao campo e os prédios deixam de existir. Podiam ser comprados pelos americanos, para testar armas, já que o cenário de guerra já existe... Depois era só limpar tudo com a vassoura e a pá...

- A malta burra e os fatalistas, que sinceramente não fazem cá falta nenhuma! Os primeiros porque sim, os segundos porque já chega de Fado neste país. Se o colectivo fosse mais optimista não precisavamos de ganhar campeonatos internacionais de futebol para sermos felizes enquanto Portugueses... E vendia-se bem, quem é que não quer um velho do Restelo no seu jardim, por essa Europa? É kitsh, tipo gnomo...