Ingredientes: actualidades, opiniões, críticas, desabafos, aleatoriedades e estupidez. Pode conter vestígios de humor, sarcasmo, e num dia bom, inteligência.
sábado, 4 de setembro de 2010
O inimigo público em pobrezinho: Evangelho segundo Aníbal e José
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Cromos não necessariamente da Bola:Toma um destes que isso passa, filho!
O seu dia-a-dia divide-se pelo seguinte:
- A visita fatídica ao centro de saúde “não há um dia que os meus achaques me dêem descanso”
- A lida da casa “sim, que eu não sou como a minha nora que além de badalhoca, não larga a porcaria da bimba ou da bimbe, ou o que é lá isso!”
- A TVI- os programas do Manuel Luís e da Júlia, fontes de infindável saber dogmático, e tenho para mim causa de alguma surdez que tem assolado a D. Adozinda. Somando-se a isto as maratonas de novelas diárias “que tem dias que nem vou à cama para não perder pitada”
Aqui vai o primeiro dos seus receituários:
Toma um destes que isso passa, filho!
Meus queridos, hoje encontro-me apoquentada!
Esta gente só sabe dizer mal! Tudo cai em cima do meu Carlinhos Queirós, que me parece tão bom moço. Até anda com má cara. Eu se fosse mãezinha dele, havia de lhe dar um Lorenin, para arribar. O meu Albano diz que o problema dele é que é bom olheiro, mas como está sempre sentado no banco desde que veio do estrangeiro, o olho que funciona está em privação. A modos que não percebi, mas adiante.
E o meu Papazinho, coitadinho. Não dão descanso ao pobre de Deus! Cima abaixo, cima abaixo, cima abaixo… Parece que anda a fazer a Volta ao Mundo em 80 dias, como no filme. Já não são coisas para gente da nossa idade. Ele havia de tomar um daqueles amarelinhos, que eu encontrei na mochila do meu Carlos Miguel. Quando os tomo passo a casinha toda a pano em menos de nada. O único problema é que me aparece a Amália na cozinha a cantar o “Povo que lavas no Rio”. Parecendo que não, é coisa para causa para causar um certo transtorno!
Cá para mim, o Sócrates também anda a tomar dos mesmos. Pelo que o homem diz na televisão, ele vê coisas que mais ninguém vê. E sempre com a tacha arreganhada.
Meus meninos, agora deixem-me ir à minha vidinha, que está quase a começar a minha novelazinha. E hoje são cinco de uma assentada! Lá vou eu tomar mais um Lorenin.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Crítica: Itália vende património
Com o intuito de combater a sua grande dívida externa, Berlusconi decidiu colocar à venda pedaços de Itália, sejam ilhas, palácios antigos, mercados, entre outros.
Considerei que, se Portugal tem uma dívida externa também elevada, seria melhor fazer uma lista daquilo que deverá ser vendido para arrecadar uns tostões:
- Quintas do Lago, da Marinha, e outras que tais - Assim como assim, o povão não pode lá entrar! Portanto, se for comprada por Espanhóis, o que é que interessa?
- As Berlengas, compra a ilha, oferecemos as gaivotas!
- A Fuzeta - aquilo não está tudo estragado, mesmo?
- Bairros sociais - Mas só se forem comprados pelos Holandeses, porque esses sim, sabem o que é integração sócio-espacial e podiam fazer qualquer coisa de jeito! Continuamos a copiar o malfadado modelo Francês, que como vêem, tem tido um grande sucesso em França.. Oui, oui..
- A linha de Sintra, porque aqueles prédios fazem náuseas e tenho a secreta esperança que um dia todos voltamos ao campo e os prédios deixam de existir. Podiam ser comprados pelos americanos, para testar armas, já que o cenário de guerra já existe... Depois era só limpar tudo com a vassoura e a pá...
- A malta burra e os fatalistas, que sinceramente não fazem cá falta nenhuma! Os primeiros porque sim, os segundos porque já chega de Fado neste país. Se o colectivo fosse mais optimista não precisavamos de ganhar campeonatos internacionais de futebol para sermos felizes enquanto Portugueses... E vendia-se bem, quem é que não quer um velho do Restelo no seu jardim, por essa Europa? É kitsh, tipo gnomo...

