Ontem fui ao festival Alive! Vou começar por referir que adoro concertos. Adoro concertos de artistas que gosto. Aquela sensação de viagem, os ritmos a infestarem o nosso corpo e a inevitável vontade de dançar. Não há nada melhor! Mas com algumas condicionantes...
O festival estava cheio, não era de admirar, já viram bem este cartaz? Fabuloso! Finalmente saímos daquela fase obscura da oferta musical em Portugal em que vinha cá um artista importante por verão ao estádio de Alvalade. Temos muita oferta e por vezes, por questões financeiras, temos de fazer opções. E eu optei pelo primeiro dia, apesar de ter o passe para todo o festival.
Vamos então começar por tecer os problemas de um festival desta envergadura.
- Bom, se há coisa mais detestável é estar a ver um concerto, olhos postos na frente, a dançar vivamente, e as pessoas a passar. Mas por que é que raio é que as pessoas não param quietas? E depois, deve ser como um amigo meu diz: há sempre uma passagem ao pé de mim! As pessoas deviam de ser obrigadas a ficar no seu sítio durante um concerto. Poderiam eventualmente respirar, porque também não queremos gente desmaiada, depois vêm lá da assistência médica e é uma chatice, não se vê nada do concerto... Esta malta que mais parece piolhinhos eléctricos está diferenciada, temos os que, apesar de todo o barulho, vão dizendo "desculpa", é válido; e temos os levam tudo à frente... E ainda pisam...
- Se estamos num festival; dentro de uma tenda de um palco; bem próximos do palco; a ver um concerto; a ouvir um concerto; porque é que há malta que está de costas na converseta? Dá para perceber? Para que é que gastaram o dinheiro então? Dá para a malta que quer assistir ao concerto, ouvir alguma coisa... Do concerto??
- Sou pequena, admito, aliás, é visível... Às vezes penso, por que é raio é que gastei dinheiro se no fundo estou num sítio em que oiço mal o concerto, e ainda para mais, não vejo absolutamente nada, nem sequer nos ecrãs? Por mais que dê uns saltinhos...
Ainda assim, valeu a pena. Valeu a pena a dor nas pernas, o cansaço, os quilómetros a pé e o pouco que dormi, porque estive lá. Mas este sábado vejo o que passar na televisão, no meu sofá, com cerveja mais barata e com o meu gato! Às vezes a idade não perdoa!