Ingredientes: actualidades, opiniões, críticas, desabafos, aleatoriedades e estupidez. Pode conter vestígios de humor, sarcasmo, e num dia bom, inteligência.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
O inimigo público em pobrezinho: Di Maria passa nos testes médicos
A direcção do clube madrilenho justificou este facto, devido às obras de adaptação necessárias para que o futebolista argentino entre no plantel: " Faremos obras de alargamento nos acessos ao estádio e ao relvado, que permitam a passagem das orelhas de Angelito."
terça-feira, 6 de julho de 2010
Críticas: Obituário de um Capitão
Para enquadar, eu sou do Sporting. Segundo algumas pessoas que me conhecem, de uma forma pouco saudável. O meu clube é das pouquíssimas certezas inabaláveis que tenho na vida, e isso não me parece doentio, é antes reconfortante.
Mas avancemos para o assunto que nos traz aqui: a transferência do João Moutinho para o Futebol Clube do Porto. Muito se escreveu e se disse sobre o assunto desde a passada sexta-feira, portanto a minha opinião será apenas mais uma e vale o que vale (provavelmente pouco).
Eu tenho uma opinião muito conservadora relativamente ao desporto-rei: eu sei que não passa de um negócio, os jogadores são meros profissionais que zelam pelos seus interesses, como qualquer profissional noutra àrea qualquer, certo? Errado.
O Futebol é um desporto que gera milhões, porque arrasta milhões. E não é por motivos racionais garantidamente. Nós não vemos os jogos do nosso clube, porque praticarem o melhor futebol do Mundo, vemos os jogos porque é uma inevitabilidade. À excepção dos benfiquistas. Os benfiquistas continuariam a jogar o melhor futebol do planeta, mesmo que o plantel fosse composto por calhaus da calçada com àguia ao peito. E é claro que o calhau mais escuro, seria anunciado como futuro Eusébio. Mas adiante...
Nem sequer vou pôr em causa o carácter do jogador por causa disto (pelo menos estou a tentar). Ou culpar a direcção do clube por não respeitar e preservar os símbolos do clube e as suas relações com os adeptos (que culpo sem sombra de dúvida). Mas não posso aceitar de forma pacífica que o jogador que usou a braçadeira de capitão na última temporada, alinhe no plantel do nosso rival directo passados dois meses. Imaginem que o/a vosso/a namorado/a com que passaram cinco anos acaba convosco, e no dia a seguir ele/a enfia-se noutra alcova. É impossível não ficar com a sensação de corno, certo? O pequenito João provocou-me uma das antigas...
sábado, 3 de julho de 2010
Pérolas: Argentina vs Alemanha
Os comentadores dizem:
- Isto é o que nós chamamos os índios, ora atacam ora defendem – Na fase mais rápida do jogo;
- Levou uma valente vassourada do Heinz;
- Ver e aprender, p’ra toda a gente – sobre a Alemanha;
- Faca na manteiga – sobre a possível entrada de um jogador;
- Este leva mais amarelos porque é mais vistoso;
- São uns irresponsáveis, metem tanta gente na frente – sobre a Alemanha;
- Quando digo talento, não é malabarista;
- Atira o adversário até às cordas – referindo-se à Alemanha;
- Acontecem, estas goleadas acontecem, (…) querem é toda a gente que o jogo acabe.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Desabafos: Orgulho Ibérico
Orgulho Ibérico
Não consigo deixar de pensar no jogo que mais uma vez parou o País (ainda bem que desta vez não foi durante o expediente). O que eu vi foi isto:
De um lado, a Espanha:
- Actual campeã da Europa;
- 12 jogos/12 vitórias no apuramento;
- Treinador que já foi campeão;
- Base da equipa do Barcelona (bi-campeão espanhol e ex-campeão europeu);
- Jogadores que jogam juntos nas selecções desde os 15/16 anos;
- País cujas selecções jovens ganham regularmente europeus e mundiais;
- País com excelentes resultados em quase todas as modalidades desportivas (campeão olimpico de basket, vários tenistas no top ten do circuito ATP e actual nº 1 do ranking, tem um bi-campeão em Fórmula 1, ganha quase tudo no hóquei em patins, uma das melhores equipas de andebol, etc.).
Do outro lado, Portugal:
- O melhor que conseguiu até hoje foi perder uma final em casa contra essa potência que é a Grécia;
- Apuramento à rasquinha, atrás da Dinamarca, com a "negra" a ser decidida contra a Bósnia-Herzegovina;
- Treinador bem sucedido nos sub-20 em 1989 e 1991 e como adjunto no Manchester United; tirando isso, só fracassos em 20 anos de carreira;
- Equipa sem defesa direito (vejam o lance do golo, volta depressa Bosingwa!); "onze" constituído por jogadores sem rotinas de conjunto ao contrário dos jogadores do Euro 2004 e do Mundial 2006; uma estrela que passou o jogo a tentar driblar 4 opositores no seu meio-campo, perdendo sucessivamente a bola. Porém, nem tudo foi mau: revelámos os melhores guarda-redes e defesa esquerdo do Mundial;
- Quanto a sucessos desportivos portugueses, assim de repente, lembro-me do salto do Nélson Évora, temos um campeão europeu no judo e somos bons em bóccia, no chinquilho (para quando uma congénere da UEFA?) e em matraquilhos.
Agora, a análise propriamente dita:
Estes factos, indesmentíveis, demonstram que o sucesso do desporto espanhol não resulta do acaso, mas de um profundo investimento estrutural, de base, com planeamento estratégico a apontar para os resultados de longo prazo. A Espanha investiu nos últimos anos na criação de condições que conduziram a este sucesso. Sugiro um estudo comparado, e que se adopte (onde for possível) o exemplo espanhol. Acho que ainda vamos a tempo.
No contexto acima descrito, resisto à tentação de criticar o seleccionador português, embora critique quem o escolheu; não critico o egocentrismo do Ronaldo, mas critico os media e as marcas que criaram o monstro; não critico o Ricardo Costa mas quem o convenceu a ser jogador de futebol. Enfim, acho que não tenho legitimidade para, do conforto do meu sofá, criticar os 14 jogadores que, para deleite de 13 milhões de portugueses unidos num desejo comum de glória, se esforçaram em campo para elevar o nome de Portugal, perante tantas adversidades.
Como gosto de pensar positivo, do duelo ibérico de hoje retiro a seguinte lição: se nos inspirarmos nos abraços do final do jogo e juntarmos o exemplo espanhol de investimento e planeamento verificado no desporto, ao sentimento demonstrado hoje pelos portugueses em torno de um desígnio comum de elevação de Portugal, talvez possamos encarar o futuro com mais optimismo.
Amanhã, quando for trabalhar, vou ouvir 13 milhões de vozes em uníssono: Levantai hoje de novo o esplendor de Portugal...
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Desabafos: Hoje há bola! Parte II
Desabafos: Hoje há bola!
domingo, 20 de junho de 2010
O inimigo público em pobrezinho: CR9 no cinema
Cristiano já comunicou que não vai poder participar por uma questão de agenda. “Penso que não vai ser possível, pois vou entrar no próximo filme do Manuel Oliveira “Singularidades do Melhor Jogador do Mundo”, que tipo sou eu. O craque acrescentou ainda “Penso que não é um Bergman, mas tipo é o que temos.”
Manuel Oliveira tece os maiores elogios ao futebolista “É muito fácil trabalharmos juntos, não há nada que encaixe melhor numa longa-metragem com um único plano, que o Ronaldo a dar toques ininterruptos na bola.”
O cineasta centenário fez ainda questão de acrescentar “Além disso, apresentou-me montes de gajas!”