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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Críticas: SBSR, o último dia...

Caros leitores, acabei de regressar do último dia do Festival SBSR. É a fase de balanço, mas antes vou dar o meu lamiré sobre o dia de hoje.

Apesar de fazer o mesmo horário de saída de casa, em vez de uma hora, demorámos 2 horas! Sim, duas! Não sei se o Prince tem ouro porque aquilo encheu, e à saída estavam carros estacionados em locais bastante artistícos, diga-se, e longe como um raio!

O único concerto que queria ver hoje era o de John Butler Trio. Era o último do palco secundário, podia ter dado umas belas guitarradas até às tantas, mas não. De acordo com o próprio, e quando eu achava que aquilo ainda estava a aquecer, deviam estar quase a terminar porque iamos ver Prince, e esse senhor é o "king". Pois eu por mim até pode ser king size, mas eu tinha ido ver o John!

O John lançou agora um albúm recentemente - April Uprise - e desse apenas tocou duas músicas que correspondem aos singles já lançados "One way road" e "Close to you". Fiquei triste, achei pouco e queria mais, apesar dele ter tocado a "Ocean", se não conhecem, procurem no youtube, prometo que não se arrependem.

Resta-me deixar-vos uma foto dele há dois anos no Alive, quando o encontrámos em pleno recinto, depois de um concerto fabuloso:

Chateada com ele, e bastante cansada dos três dias de Festival, virei-lhe costas na última música e a caminho da saída vi um pouco do Prince, king do ouro. Não sei o que é que o Prince tem mas aquilo estava repleto. Senão veja-se, canta uma música que traduzida é "creme, põe no topo..." ou então "chuva roxa, chuva roxa..." Mas tudo bem, se a malta gosta, long live the prince king!

Em jeito de conclusão, se existir um SBSR Meco para o ano, eu não vou! A não ser que vá algum artista que eu queira desesperadamente ver! É longe, é cansativo, sái caro, está cheio de poeira e é uma desorganização total! E também tem aquele problema que têm todos os festivais, que é malta que vai para lá fazer tudo, menos ver alguém a actuar...

domingo, 18 de julho de 2010

Críticas: SBSR, segundo dia

Patrick Watson regressou num ambiente diferente, desta feita em festival, uma primeira vez para o próprio e sua banda. Patrick, seja numa Aula Magna a meio gás, seja no Meco, entre uns pinheiros, tu tens-me para a vida! É daqueles concertos que me deixam feliz. É verdade, e um aplauso especial para o seu baterista que é dos melhores que já vi.

No palco principal, Hot Chip e Vampire Weekend deram um bom concerto, apesar do som não estar grande coisa. Já o vocalista dos The Strokes, Julian Casablancas, mais valia ter ficado em casa, ou na praia, porque ir ali cantarolar durante uns miseros 50 minutos, tenham dó! Seria o cachet? Se for por isso avisem que a malta atira umas moedinhas... Abençoado Fabricio, outro AVC que formou os Little Joy, o seu projecto paralelo, esse sim, podia ter vindo com essa malta para dar um concerto como deve ser!

sábado, 17 de julho de 2010

Críticas: Reportagem fresquinha sobre o SBSR!

Acabei de chegar do SBSR, e como o nosso blogue é espectacular e extremamente actual, vou já expressar a minha opinião pessoal antes de cair redondamente a dormir.

O espaço onde se realiza o festival é fabuloso. Estamos praticamente no meio de um pinhal, o cheiro que se respira é de natureza e o cenário é realmente fabuloso. Contra: meus caros... Levem máscara, daquelas da Gripe A, e levem uns óculos de natação, porque a poeira é tanta, tanta que eu tenho os olhos maiores que o Poupas neste momento... E nem o lenço festivaleiro ajudou, eu toda me transformei em pó, bem antes de tempo, diga-se.

Ainda associado a esta areia ou poeira, como quiserem chamar, temos um chão completamente dismórfico. Ora sobe, ora desce, ora tem ondinhas, ora tem ramos que nos fazem rasteiras maldosas... Às 19.00h da tarde parecia que todos os presentes já estavam bem bebidos, mas afinal não... Era mesmo da superfície!

O palco principal está no melhor local do recinto para estar um palco principal. A malta minorca (me) pode usufruir de uma ampla vista porque o declive pouco acentuado permite um vislumbre fabuloso! Assim vi Cut Copy que é altamente recomendável.

Tenho uma observação a fazer em relação às casas de banho: papel higiénico? Qualquer dia também temos de puxar o autoclismo, não? É a desconexão completa com o ambiente festivaleiro! Já agora, mais umas quantas casas de banho não faziam mal nenhum, senhores organizadores do festival.

Uns Grizzley Bear algo chatinhos para um ambiente festivaleiro ditaram a hora de ir para casa. E aqui começa a maior crítica à organização deste festival! Primeiro só encontrámos o carro no meio do estacionamento graças à minha visão raio X penetrante (ainda bem que diziam que o parque era bem iluminado; amanhã: levar lanterna); depois, não podemos voltar pelo mesmo caminho que seguimos para chegar ao recinto.

Em vez de um percurso que fazemos em 10 minutos, somos obrigados a fazer outro, bastante maior, em terras cujos nomes nem devem ser pronunciados e que demorou, nada mais, nada menos do que 40 minutos. Ok, podem dizer que não foi assim tanto, mas acreditem em mim quando vos digo que parecia que estávamos a dar a volta pelo Algarve! E perguntam vocês, então e placas? Nada, teve de ser a nossa grandiosa capacidade de orientação a nos salvar, e não nos perdemos uma única vez! É que eu sou geógrafa, tenho um GPS... Em mim!