quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Tubarões

Tubarão mata britânico em lua-de-mel (by Correio da Manhã) Um britânico de 30 anos morreu esta terça-feira, após um ataque de um tubarão. Ian Redmond estava de lua-de-mel nas ilhas Seychelles quando, após uma actividade de mergulho, foi mordido por um tubarão. Ian Redmond chegou à areia ainda com vida, mas não sobreviveu aos violentos ferimentos nas pernas e no torso. O tubarão escapou. O tubarão escapou. Não! Ia ser detido e presente às autoridades! E calhando era prisão domiciliária com pulseira electrónica!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Aventuras e desventuras de uma dona de casa

Bolas, sanita entupida! Bela tanga, e agora, faço o quê? Deixei a casa com esse problema para tratar. Será que quando chegar tenho a casa inundada e o gato a nadar de costas?Já sei, mando o gato em missão de reconhecimento. Já o imagino a equipar-se: barbatanas, óculos de mergulhador! Alguém diz para ele levar braçadeiras, epá, isso é que não, ainda fica entalado no meio do cano por causa das braçadeiras!

Vou comprar um desentupidor! Lá está ele no supermercado, naqueles corredores onde é raro encontrar uma mulher e onde os elevados níveis de testosterona me fazem sair de lá com pelos no peito! Apenas restavam dois exemplares na prateleira. Levo um. Está tão sujo que dói, mas a minha recém adquirida masculinidade não me faz preocupar muito.

Caixa de supermercado para quem compra pouco: meia hora de espera. Mas a malta tem paciência porque tem um plano que remete para algo superior a todos nós, algo nobre: desentupir uma sanita!

E a todo o vapor lá vou eu com o dito produto num saco de plástico. Chego a casa, tiro o produto do saco e ele vem a verter? Melhor: produto corrosivo e a verter para as minhas mãos. Olho com mais atenção e vejo que tem uma abertura especial, daquelas para proteger as criancinhas. Ainda assim vem a verter... Lavo as mãos abundantemente e penso "desde que faça efeito e eu salve o mundo ao desentupir uma sanita, vale a pena ficar sem pele!"

Dirijo-me com um ar confiante à casa-de-banho, afinal de contas, vou armada e já tenho as luvas postas! Deito metade do produto na sanita, conforme informação lida previamente... E espero... e espero... E nada... Posto isto e o meu excesso de testosterona, alguém tem um bastão de basebol?

quinta-feira, 24 de março de 2011

Derrubado...

E caíu! Enquanto algunas, distraídos, festejam, o PSD fala em IVA's de 24 e 25%... Se era mau, vai de mal a pior... Medinho...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Cái não cái?

Hoje e com hora marcada, cái o Governo! Parece que foi previsto por uma Médium, é que até há hora certa, dizem que às 19.00h! Isto faz-me colocar várias questões...

1º O Sr. Engº, a ser demitido, vai se inscrever no IEFP? 2º Se sim, vai receber subsídio de desemprego, e quanto? 3º Será que vai ter de comprovar que envia 3 a 5 currículos por mês? 4º E será que também vai ter de ir à Junta de Freguesia todos os meses dizer que se mantém desempregado? 5º Como muitos portugueses, aerá que se vai tornar desempregado de longa duração? 6º Estou curiosa... E se o Presidente da República não aceitar o pedido de demissão e se também não o demitir? 7º E os próximos... Jobs for the boys, again? 8º Mais, vamos começar a assistir ao êxodo ministérios – empresas públicas?

Não vou esperar por respostas, já não ligo muito a esta telenovela, no entanto, se for preciso ir votar, eu vou lá!

terça-feira, 22 de março de 2011

Relato de um país quase perdido

E começa a partida... Sócrates avança com mais repressão financeira para o mexilhão... A Dona Merkel gosta e come uma bratwurst para comemorar... Entra o Passos Coelho e ameaça o pacto alcançado dizendo que não vai apoiar as novas repressões. Os jornais já apostam: "Governo cai amanhã"! Será que a Merkel vai puxar as orelhas ao Passos e dizer "Menino mau, não pode dizer que não!" (ler com sotaque germânico)...

Aguardamos pela segunda parte da partida... Seja qual for o desfecho... Estamos lixados... Para não dizer F..........!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A malta do meio

Agora que a maior parte dos IC's tem 3 faixas, surgiu uma nova espécie de pessoas que denominei pela malta do meio. Esta espécie, bastante populosa, caracteriza-se por estar na faixa do meio. Simplesmente está, calma e tranquilamente e em todas as ocasiões. Com ou sem trânsito. Aliás, a forma mais simples de identificar esta espécie é quando não existe trânsito. Eles lá vão, devagar, na faixa do meio e não, não está ninguém na faixa da direita. Nós que vamos numa estrada desértica, na faixa da direita, temos de mudar várias vezes para conseguir ultrapassar - isto porque cumprimos as regras.

Inicialmente suspeitei que existia um íman nos carros que os conecta ao alcatrão, porque eles não saem e não se sentem minimamente abalados pela pressão dos carros que estão atrás.

Depois de observar esta espécie que prolifera pelos IC's afora, concluí que afinal esta malta tem alergia à faixa da esquerda e à faixa da direita. Passo a explicar. Como na faixa da esquerda se anda mais depressa, eles têm cagufa e não se metem lá. Já a faixa da direita é uma confusão tremenda para esta gente! Então, malta a entrar, malta a sair, ui! E gosto especialmente quando um veículo que está na direita e que vai ser ultrapassado por nós, se mete à nossa frente sem motivo nenhum...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Mulheres satisfeitas

As mulheres portuguesas são as que mais satisfeitas são com a sua vida sexual, in Sábado. Haja alguma coisa em que somos os maiores, porra!

Onde nós já vamos!

Aparentemente, e segundo noticia a Sábado, existem três pacientes do sexo masculino internados no serviço de ginecologia do Hospital Garcia de Orta, em Almada. Ainda não conseguimos apurar se é uma forma de promover a igualdade entre sexos ou se é mesmo porque não existem mais camas vagas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Divórcios e separações...

Anda um pó no ar que anda a provocar divórcios em massa! Principalmente no mundo da música! Depois dos White Stripes e dos LCD Soundsystem, os Gorillaz anunciaram o fim da banda. Com fins mais ou menos pacíficos, os espectadores assistem em pânico! Resta ter a esperança de que, como está na moda reunir grupos de música, isso possa acontecer dentro de um ano!

Já em Portugal e no final do ano passado, foram os Da Weasel, como demos conta aqui no nosso blog. Para quem gosta de ver relações felizes e duradouras, estas separações custam sempre um pouco. Claro que temos inúmeras bandas novas que surgem no panorama musical internacional, mas queremos sempre que as bandas que gostamos durem para sempre... Fiquei triste!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Números, códigos e afins!

Acho impressionante a nossa capacidade para fixar códigos. Claro que uns têm mais capacidade do que outros, ainda assim, é fabulosa a quantidade de combinações numéricas ou alfa-numéricas que povoam as nossas mentes, ora vejam:

- Pin's / códigos secretos de cartões bancários: há quem tenha um ou até uma dezena, de um Banco ou de vários... E este é aquele elemento que não convém ter escrito num post-it agarrado ao dito plástico...

- Nomes de utilizador e passwords de caixas de e-mail: Eu tenho 4 caixas de e-mail, todas com passwords diferentes...

- Códigos de acesso a redes sociais: Aqui é mais fácil para mim, apenas tenho Facebook! Imagino quem tem Facebook, Hi5, Twiter, My Space e outros... Podem sempre ter passwords iguais, mas é desaconselhável...

- Outros utilizadores e passwords para outros sites: Eu embirro com o da EDP, não por culpa da empresa mas porque nunca acerto à primeira. Aqui também incluímos aqueles sites da tanga que nos pedem login... A esses só me inscrevo se for realmente interessante, como a Bookhouse, para comprar livros!

- Números de telefone / telemóvel: Confesso que já tive mais cabeça para estes... Mas também, quando era mais nova, não só a cabeça era mais fresca como os números a decorar eram poucos e baseavam-se nos telefones fixos das coleguinhas da escola. Hoje em dia temos sorte porque podemos gravar tudo no telemóvel, o azar surge quando perdemos o dito ou ele morre sem deixar uma porta de entrada para os seus maiores segredos...

- Matrículas: Esta é fácil se estivermos ao pé do carro. Afinal de contas está anotado num post it gigante e com rodas. O problema é se não sabemos a matrícula e estamos à procura do carro num estacionamento gigantesco. Eu já decorei a matrícula do meu carro. O problema é que não consigo des-decorar as matrículas de carros anteriores, meus, da família... Não desaparecem... Pior, consigo decorar algumas de pessoas amigas, vizinhos! É dramático... Teria tanta coisa mais interessante para pôr dentro da cabeça...

- Datas de aniversário: Com as agendas em papel ou digitais, outlook's e agendas no telemóvel, esta tarefa ficou facilitada. Podemos não saber que dia é ou a quantas andamos, mas se o telemóvel apita a dizer que é o dia de aniversário da Maria Cachucha, então é o dia de aniversário da Maria Cachucha! E logo mandamos uma mensagem ou vamos deixar um parabéns no Facebook, apesar de termos estado com a Maria Cachucha duas vezes na vida...

- Moradas: Para finalizar, uma dificuldade minha... Decorar andares de prédios e letras das portas... Tenho de visitar a pessoa várias vezes e até já tive de ter muitas moradas anotadas... As ruas ficam na nossa memória visual, agora o número de prédio e porta, é difícil!

Posto isto, acho que somos uns seres muito estranhos. Às vezes nem sabemos muito bem quem somos mas conseguimos debitar uma série de códigos sem sentido... Foi nisto que nos tornámos, em siglas, número, códigos, facetas de uma vida em parcelas...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mulher com unhas de 50cm

Uma americana - recordamos que os EUA equivalem ao Entroncamento quando falamos de fenómenos a nível mundial - tem umas unhas com 50 cm, leva 5 horas a arranjá-las e gasta 200€ de cada vez que vai à manicure. Ah, e o sonho dela é conhecer a Oprah. Pensava que era conhecer alguém com uma rebarbadora!

Se ela tivesse de lavar a loiça à mão todos os dias e esfregar azulejos de casa-de-banho eu queria ver quantos centímetros lhe sobravam!

O que mais me choca nesta reportagem é que a malta do DN tenha colocado isto no seu segmento de Ciência! WTF?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ideias para uma reforma feliz!

Tive uma ideia que deveria de ganhar o Nobel da melhor ideia para motivar o trabalhador. Então imaginem: a idade da reforma está neste momento nos 65 anos. Ora, nessa idade, já estamos gastos e cansados! Teríamos mais paxorra para trabalhar mais um ano do que ir fazer um cruzeiro... Então, porque não tirar um ano de reforma enquanto temos genica? E depois podíamos nos reformar aos 66 anos!

Durante um ano não trabalhávamos, mas seríamos remunerados! E assim podíamos viajar e fazer aquelas coisas que querem que a malta faça quando tem 65 anos! Nessa idade temos tempo mas temos menos força de vontade! Força é agora! E agora que o tempo voa, teríamos disponibilidade financeira e horas e horas para preencher com imensas coisas giras! Digam lá que se eu não tenho boas ideias...!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Ai o que eu não gosto...

Quando abro um rebuçado e o papel fica colado, especialmente os Halls... Já não basta estarmos todos afanados e ainda temos de comer papel, não acho justo!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Intrigantes manhãs de Sábado

Em que a cabeça demora a voltar ao sítio. É um dia bom, e é um dia mau, pois pode dar-nos demasiado tempo para pensar. Nesta vontade de pensar chega o lufa-lufa, vamos fazer para não pensar. Trabalhar, limpar, sair, viajar. tudo para não estar quieto porque o quieto queima a pensar.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Desigualdades

Até há bem pouco tempo atrás, a minha ingenuidade dizia-me que, o tempo de desequilíbrios entre homens e mulheres já tinha seguido a sua viagem para o báu das memórias que não queremos recordar mas que devemos ter sempre presentes. O Mundo era o palco da modernidade e, embora isso não acontecesse em alguns país denominados de terceiro-mundistas, no mundo desenvolvido a evolução corria sobre as rodas de um TGV.

Afinal TGV queria dizer Tudo Gasto, na Verdade! E com um veículo tão manco, os carris onde ele acentava também não permitiam viragens bruscas. Desta forma, aquilo que pareciam grandes alterações na sociedade do mundo moderno, era apenas mudanças leves.

Quando cái o pano da ingenuidade, ouve-se "ahhh!". E conclui-se que as coisas não são exactamente como os outros as pintam e que convém ter uma coisa muito interessante chamada opinião própria. Senti isso a despeito da diferenciação entre homens e mulheres e, embora já tenha sido percorrido um enorme caminho, a desigualdade encapotada ou não ainda está para ficar.

Poderiam dizer que não tenho razão, e eu respondo que sinto na pele, embora seja uma coisa encapotada. Aquilo que acontece é uma clara diferenciação de respeito entre homem e mulher. Seja no trabalho ou em qualquer outro quadrante da sociedade. E as coisas são como são e quem não dá conta diz que não existe.

Creio que esta diferenciação está encrustrada na nossa sociedade, na nossa mentalidade de tribo. Será que nos cabe a nós, mulheres, dar o grito de Ipiranga e queimar soutiens novamente? Eu alinhava mais por uma alteração conjunta, a tribo unida no sentido de quebrar barreiras entre seres e de queimar as diferenciações.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

As memórias de uma infância quase distante

Existem algumas coisas que nos remetem para a infância: um cheiro, uma palavra, um anúncio de televisão... Eu tenho uma que me remete para um ser especial e para o seu papel na minha infância: os rebuçados Dr. Bayard! Não sei se conhecem a história, mas estes rebuçados peitorais para a tosse nasceram em 1949 quando um merceeiro de origem humilde recebeu a receita dos rebuçados por parte de um refugiado francês da 2ª Guerra Mundial. Poderão consultar esta história mais detalhadamente no site deste produto.

A verdade é que o meu avô tinha sempre estes rebuçados no bolso. Teve uma fase em que fumava muito, não sei se foi por isso que tossia muito, mas certo é que, - e não sei se não seria efeito placebo - quando ele tomava um Dr. Bayard, ele deixava de tossir!

Como criança, e na altura em que fui criança, qualquer rebuçado era bom, mesmo que fosse para a tosse. Aliás eu lembro-me de beber de garrafa, às escondidas, claro, o xarope para a tosse porque era de morango (não deixava de ser xarope). Assim andava eu a pedir rebuçados ao meu avô. Na maior parte das vezes era ele que me perguntava se eu queria, e lembro-me tão bem dele meio curvado e a segurar um rebuçadinho por um dos lados.

Estas viagens à infância são doces. Claro que também existem as que nos remetem para momentos menos bons, mas acho que devemos acarinhar estas memórias boas e quem sabe passá-las para as gerações seguintes. Um dia espero que os meus netos gostem de rebuçados Dr. Bayard e não me peçam doces de uma qualquer bonecada sem interesse (a não ser o comercial).

Hoje tenho um pouco de tosse, vou comprar estes rebuçados e aposto que me vai passar. E talvez assim esteja um pouco mais perto do meu avô, porque o meu egoísmo acha que ele foi cedo demais...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ir ao teatro ou os efeitos do Senhor Puntila.

Ontem fui ao Teatro Aberto ver "O Senhor Puntila e o seu criado Matti", de Brecht. Fiquei alegremente surpreendida. Os actores são fabulosos, coroados pelo fantástico Miguel Guilherme, o palco e suas alterações são surpreendentes e o ambiente criado com as falas do Senhor Puntila é fabuloso.

Fiquei sobretudo admirada e embaraçada. E pelo mesmo motivo: fazem-se coisas fabulosas em Portugal, culturalmente falando. Admirei-me por isso, e fiquei embaraçada porque tinha concluído que não havia nada de interessante para ver no teatro português quando encarei com esta peça. Esta ideia que eu tenho - ou tinha - centra-se principalmente na falta de publicidade a estes eventos nos media e a falta de apoio à cultura, ao que de bom se faz no nosso país.

Já em Outubro vi a Guida Maria a representar fervorosamente na peça "Sexo sim, mas com orgasmo!" e achei que andava a perder bons espectáculos e, principalmente, excelentes actores que não vêem o seu trabalho reconhecido em Portugal.

Ontem encontrei uma sala cheia e só posso imaginar a satisfação de todos os que colaboraram para aquela peça. Por todos eles, vão ver teatro. Se possível, o Senhor Puntila, um bêbado bipolar.