quinta-feira, 15 de julho de 2010

Cromos não necessariamente da Bola:Toma um destes que isso passa, filho!

A D. Adozinda das Dores, embora seja dona de uma provecta idade, tem uma língua digna duma “actriz” (e sublinho as aspas) da geração Morangos com Açucar.

O seu dia-a-dia divide-se pelo seguinte:

  • A visita fatídica ao centro de saúde “não há um dia que os meus achaques me dêem descanso”
  • A lida da casa “sim, que eu não sou como a minha nora que além de badalhoca, não larga a porcaria da bimba ou da bimbe, ou o que é lá isso!”
  • A TVI- os programas do Manuel Luís e da Júlia, fontes de infindável saber dogmático, e tenho para mim causa de alguma surdez que tem assolado a D. Adozinda. Somando-se a isto as maratonas de novelas diárias “que tem dias que nem vou à cama para não perder pitada”
D. Adozinda está perfeitamente convencida que tudo na vida tem remédio “tudo menos a morte, minha menina”. Assim, vai prescrevendo medicamentos a tudo e a todos, crente de ser capaz de curar todas as maleitas do mundo e arredores.

Aqui vai o primeiro dos seus receituários:

Toma um destes que isso passa, filho!

Meus queridos, hoje encontro-me apoquentada!


Esta gente só sabe dizer mal! Tudo cai em cima do meu Carlinhos Queirós, que me parece tão bom moço. Até anda com má cara. Eu se fosse mãezinha dele, havia de lhe dar um Lorenin, para arribar. O meu Albano diz que o problema dele é que é bom olheiro, mas como está sempre sentado no banco desde que veio do estrangeiro, o olho que funciona está em privação. A modos que não percebi, mas adiante.

E o meu Papazinho, coitadinho. Não dão descanso ao pobre de Deus! Cima abaixo, cima abaixo, cima abaixo… Parece que anda a fazer a Volta ao Mundo em 80 dias, como no filme. Já não são coisas para gente da nossa idade. Ele havia de tomar um daqueles amarelinhos, que eu encontrei na mochila do meu Carlos Miguel. Quando os tomo passo a casinha toda a pano em menos de nada. O único problema é que me aparece a Amália na cozinha a cantar o “Povo que lavas no Rio”. Parecendo que não, é coisa para causa para causar um certo transtorno!

Cá para mim, o Sócrates também anda a tomar dos mesmos. Pelo que o homem diz na televisão, ele vê coisas que mais ninguém vê. E sempre com a tacha arreganhada.

Meus meninos, agora deixem-me ir à minha vidinha, que está quase a começar a minha novelazinha. E hoje são cinco de uma assentada! Lá vou eu tomar mais um Lorenin.




terça-feira, 13 de julho de 2010

Whatever...: Verão não tão Azul

Quando tinha perto dos meus saudosos (ou não) 14 anos, congeminei uma daquelas músicas parvas que os adolescentes parvos (olha o pleonasmo fresquinho!) cantam para fazer um figurão (ou uma figurinha), e rezava assim:

Fumo charros, snifo heroína
Quero ser um bom professor de moral
Para ensinar aos putos o sexo oral
Uôô, uôô!!!!


Fumo tanto, bebo tanto
Já não sei o que hei-de fazer
Só sei que a coisa mais linda é amor fazer
Uôô, uôô!!!!

Quando te vejo
Sinto um arrepio na espinha
Mas no fundo o que eu quero é brincar com a tua pilinha
Uôô, uôô!!!!


Estou tão triste, estou tão triste
O meu sentimento é profundo
A única que coisa que sei é que a braguilha é o centro do mundo
(Não preciso de dizer o que é que se segue pois não???)


E era mais ou menos isto, meus senhores (ainda aí estão? Penitência, insónia, ou… ou… não consigo imaginar mais razão nenhuma)!

Agora imaginem 5 ou 6 miúdas com 14/15 anos, vozinhas de cana rachada/Teresa Salgueiro, acompanhadas por uma viola assassinada (tocada ultrapassava a categoria do eufemismo, e sim era eu a autora do crime), no meio da praia em pleno Agosto… Ainda hoje não vivo bem com o remorso/vergonha, para mais agora que vejo as coisas com olhos de ver (magnífica expressão). Vamos então escrutinar (diria esmiuçar mas não estamos em prime-time) o relatado:

1) Posso dizer que com esta idade ainda o chamado Ambipur do Sudoeste não me tinha passado pelas vias respiratórias. Será então desnecessário adiantar que heroína para mim só a Sheera (não me digam que não se lembram? Vide RTP Memória ou Colecções Planeta Agostinni). Quanto ao professor de moral, ainda sou do tempo que crucifixos na escola não eram coisa do Demo…

2) Mais do mesmo, uma série de lugares-comuns, a exaltação (que até seria grandiosa não fosse tão mal amanhada/credível) de uma séria de coisas sobre as quais não fazia puto de ideia. Qualquer semelhança com um programa eleitoral não é pura coincidência…

3) Palmas para mim! Que inspiração, que veia! Que extraordinária imbecilidade! Esta estrofe para além duma métrica de bradar aos céus, denota a minha maturidade artística em todo o seu esplendor (“…pilinha…” alguém que não o Quim Barreiros usaria este termo?)

4) Bem, tipo, isto é assim, porque derivado ao coiso do coiso, tipo… Esqueçam, não há justificação possível. Minha culpa, minha tão grande culpa (sim, estou a bater no peito com semblante carregado).

E é isto, caríssimos. Uma quinzena de anos passada e para além de me auto-flagelar, pouco mais aprendi (já passei a negação, é alguma coisa. Para uma sportinguista, é muita coisa, acreditem).

Seja como for a esperança é a última a morrer! A não ser que criem alguma moldura penal para o terrorismo literário. Mas se houver justiça neste Mundo, a Margarida Rebelo Pinto bate lá com os costados primeiro!

domingo, 11 de julho de 2010

Querida Dr.ª Rute – O que é que o PES tem que eu não tenho?

Minhas queridas leitoras, para além do espaço que a sogra ocupa nas nossas vidas, surgiu, com a revolução electro-tecnológica, uma nova ameaça! Os jogos de futebol em consolas! E para quem acha que o tempo os leva a esquecer tudo, desengane-se! Porque novos jogos são lançados todos os anos com actualizações e melhorias que merecem toda a atenção dos seus fãs.

E nós, mulheres, que já nos fartámos dos sudokus e da novela das 7h, o que vamos fazer? Bom é simples! Não, não vamos fazer aquela tarte especial que ele adora! Não, não vão ter um strip ou uma dança sensual para os chamar à terra! Vamos sim… Desligar os cabos! Isso mesmo, é tempo de uma nova revolução feminina, nada de queimar soutiens! Vamos sim, queimar os cabos das playstations desta vida!

Whatever...: Zone Reality

Se há canal que eu mais adoro, é o Zone Reality! Não há canal que consiga reunir tanta estupidez, imagens nojentas e sangue como aquele! Bom, o Fox Crime está ali, taco a taco! Mas não é a mesma coisa! Não é não! O ZR tem ali mais qualquer coisa, é aquele lado sombrio, oculto e deprimente! Principalmente de madrugada... É o jornal do incrível versão TV!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Whatever...: Amizade

Amizade é construir coisas em conjunto...

Slogan do momento:Talhos Bacamarte

Talhos Bacamarte, onde o seu bife é uma arte!!

Críticas: We are alive!

Ontem fui ao festival Alive! Vou começar por referir que adoro concertos. Adoro concertos de artistas que gosto. Aquela sensação de viagem, os ritmos a infestarem o nosso corpo e a inevitável vontade de dançar. Não há nada melhor! Mas com algumas condicionantes...

O festival estava cheio, não era de admirar, já viram bem este cartaz? Fabuloso! Finalmente saímos daquela fase obscura da oferta musical em Portugal em que vinha cá um artista importante por verão ao estádio de Alvalade. Temos muita oferta e por vezes, por questões financeiras, temos de fazer opções. E eu optei pelo primeiro dia, apesar de ter o passe para todo o festival.

Vamos então começar por tecer os problemas de um festival desta envergadura.

- Bom, se há coisa mais detestável é estar a ver um concerto, olhos postos na frente, a dançar vivamente, e as pessoas a passar. Mas por que é que raio é que as pessoas não param quietas? E depois, deve ser como um amigo meu diz: há sempre uma passagem ao pé de mim! As pessoas deviam de ser obrigadas a ficar no seu sítio durante um concerto. Poderiam eventualmente respirar, porque também não queremos gente desmaiada, depois vêm lá da assistência médica e é uma chatice, não se vê nada do concerto... Esta malta que mais parece piolhinhos eléctricos está diferenciada, temos os que, apesar de todo o barulho, vão dizendo "desculpa", é válido; e temos os levam tudo à frente... E ainda pisam...

- Se estamos num festival; dentro de uma tenda de um palco; bem próximos do palco; a ver um concerto; a ouvir um concerto; porque é que há malta que está de costas na converseta? Dá para perceber? Para que é que gastaram o dinheiro então? Dá para a malta que quer assistir ao concerto, ouvir alguma coisa... Do concerto??

- Sou pequena, admito, aliás, é visível... Às vezes penso, por que é raio é que gastei dinheiro se no fundo estou num sítio em que oiço mal o concerto, e ainda para mais, não vejo absolutamente nada, nem sequer nos ecrãs? Por mais que dê uns saltinhos...

Ainda assim, valeu a pena. Valeu a pena a dor nas pernas, o cansaço, os quilómetros a pé e o pouco que dormi, porque estive lá. Mas este sábado vejo o que passar na televisão, no meu sofá, com cerveja mais barata e com o meu gato! Às vezes a idade não perdoa!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O inimigo público em pobrezinho: Di Maria passa nos testes médicos

O ex-jogador do SLB Di Maria passou nos testes médicos no Real Madrid. No entanto, será apresentado no final do mês.

A direcção do clube madrilenho justificou este facto, devido às obras de adaptação necessárias para que o futebolista argentino entre no plantel: " Faremos obras de alargamento nos acessos ao estádio e ao relvado, que permitam a passagem das orelhas de Angelito."

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Whatever...: Autoclismo

Eu hoje concluí que o autoclismo foi uma grande invenção. Aliás, eu considero que é uma tão grande invenção que acho que os descendentes do seu inventor ainda deviam receber lucros!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Whatever...: The Submarines Gate

Sabem se os submarinos quando saem do estaleiro, desvalorizam tanto como os carros quando saem dos stands? Em caso de não desvalorizarem muito podíamos vendê-los como novos... E escusávamos de fazer seguro... E mais, se fossem vendidos perto do estaleiro poupavam pneu!

Críticas: Obituário de um Capitão

Sei que a notícia não é fresca, mas como no fim de qualquer relação há um período de nojo que é necessário respeitar. Hoje decidi que já me sinto preparada para abordar o tema: João Moutinho.

Para enquadar, eu sou do Sporting. Segundo algumas pessoas que me conhecem, de uma forma pouco saudável. O meu clube é das pouquíssimas certezas inabaláveis que tenho na vida, e isso não me parece doentio, é antes reconfortante.

Mas avancemos para o assunto que nos traz aqui: a transferência do João Moutinho para o Futebol Clube do Porto. Muito se escreveu e se disse sobre o assunto desde a passada sexta-feira, portanto a minha opinião será apenas mais uma e vale o que vale (provavelmente pouco).

Eu tenho uma opinião muito conservadora relativamente ao desporto-rei: eu sei que não passa de um negócio, os jogadores são meros profissionais que zelam pelos seus interesses, como qualquer profissional noutra àrea qualquer, certo? Errado.

O Futebol é um desporto que gera milhões, porque arrasta milhões. E não é por motivos racionais garantidamente. Nós não vemos os jogos do nosso clube, porque praticarem o melhor futebol do Mundo, vemos os jogos porque é uma inevitabilidade. À excepção dos benfiquistas. Os benfiquistas continuariam a jogar o melhor futebol do planeta, mesmo que o plantel fosse composto por calhaus da calçada com àguia ao peito. E é claro que o calhau mais escuro, seria anunciado como futuro Eusébio. Mas adiante...

Nem sequer vou pôr em causa o carácter do jogador por causa disto (pelo menos estou a tentar). Ou culpar a direcção do clube por não respeitar e preservar os símbolos do clube e as suas relações com os adeptos (que culpo sem sombra de dúvida). Mas não posso aceitar de forma pacífica que o jogador que usou a braçadeira de capitão na última temporada, alinhe no plantel do nosso rival directo passados dois meses. Imaginem que o/a vosso/a namorado/a com que passaram cinco anos acaba convosco, e no dia a seguir ele/a enfia-se noutra alcova. É impossível não ficar com a sensação de corno, certo? O pequenito João provocou-me uma das antigas...


Crítica: Itália vende património

Com o intuito de combater a sua grande dívida externa, Berlusconi decidiu colocar à venda pedaços de Itália, sejam ilhas, palácios antigos, mercados, entre outros.

Considerei que, se Portugal tem uma dívida externa também elevada, seria melhor fazer uma lista daquilo que deverá ser vendido para arrecadar uns tostões:

- Quintas do Lago, da Marinha, e outras que tais - Assim como assim, o povão não pode lá entrar! Portanto, se for comprada por Espanhóis, o que é que interessa?

- As Berlengas, compra a ilha, oferecemos as gaivotas!

- A Fuzeta - aquilo não está tudo estragado, mesmo?

- Bairros sociais - Mas só se forem comprados pelos Holandeses, porque esses sim, sabem o que é integração sócio-espacial e podiam fazer qualquer coisa de jeito! Continuamos a copiar o malfadado modelo Francês, que como vêem, tem tido um grande sucesso em França.. Oui, oui..

- A linha de Sintra, porque aqueles prédios fazem náuseas e tenho a secreta esperança que um dia todos voltamos ao campo e os prédios deixam de existir. Podiam ser comprados pelos americanos, para testar armas, já que o cenário de guerra já existe... Depois era só limpar tudo com a vassoura e a pá...

- A malta burra e os fatalistas, que sinceramente não fazem cá falta nenhuma! Os primeiros porque sim, os segundos porque já chega de Fado neste país. Se o colectivo fosse mais optimista não precisavamos de ganhar campeonatos internacionais de futebol para sermos felizes enquanto Portugueses... E vendia-se bem, quem é que não quer um velho do Restelo no seu jardim, por essa Europa? É kitsh, tipo gnomo...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Desabafos: Emoção é isto, meus amigos!

São 2h da manhã, o calor aperta, o som da ventoinha não chega para refrescar, zapping certo. Qual quê, zapping não, está a dar o clássico, o mítico, o histórico (mesmo que esteja a decorrer hoje) Alemanha - Espanha! Grande jogo em perspectiva! Os jogadores fazem o aquecimento, rodam os pulsos, esticam os músculos, o embate é seguido por milhões de tele-espectadores. Quem ganhar chega à final, quem será o grande vencedor? E começa o jogo, o árbitro apita. A bola rola a 200 km/h, de repente pára no avançado. Número 9 nas costas, pára a bola e concentra-se. Os defesas estão loucos, tremem e mexem-se a uma velocidade estonteante mas não conseguem chegar-se nem perto! Têm de esperar. O tempo que for preciso. A bola não pode é entrar. O avançado olha para a esquerda e para a direita. Vê dois companheiros mas nenhum se desmarca. Ele sabe que os tem ali e pensa em fazer tabela. Atenção! A bola já não está parada, o avançado faz a tabelinha com o seu companheiro do lado, remata e... e... onde está a bola? Não, a sério onde está a bola? Ah! Sim! Está na baliza!!! É golo! É golo! É gooooolo da Alemanha!!! Mas como foi o golo? Temos de ver a repetição. Ah, exactamente, tac-tac e remate. É óbvio! O mundo dos Matraquilhos não varia muito disto! Que campeonato emocionante! Mais ainda do que aquele desporto em que um faz deslizar um disco por uma pista e vai outro a limpar o chão à frente com o Swiffer! Estou agarrado ao comando, a emoção não me permite ter forças para continuar o zapping. A Espanha já empatou, o golo foi igual ao da Alemanha, vi na repetição.

Whatever...: Estado pode ficar com Passerelle

Nas notícias de hoje, refere-se que, caso os arguidos do processo não tenham dinheiro para pagar as indemnizações ao Estado, o mesmo poderá ficar com a cadeia de bares de strip Passerelle! Fabuloso! Já estou a imaginar: A malta desempregada, em vez de receber subsídio de desemprego tem direito a ir lá oferecer um copo a uma garina! Mas o Estado só oferece o primeiro, atenção!

sábado, 3 de julho de 2010

Whatever...: Vuvuzelices

Já sei porque é que ainda não vimos nenhum homem nú a entrar no campo neste Mundial!! Por causa das vuvuzelas...

Pérolas: Argentina vs Alemanha

Os comentadores dizem:

- Isto é o que nós chamamos os índios, ora atacam ora defendem – Na fase mais rápida do jogo;

- Levou uma valente vassourada do Heinz;

- Ver e aprender, p’ra toda a gente – sobre a Alemanha;

- Faca na manteiga – sobre a possível entrada de um jogador;

- Este leva mais amarelos porque é mais vistoso;

- São uns irresponsáveis, metem tanta gente na frente – sobre a Alemanha;

- Quando digo talento, não é malabarista;

- Atira o adversário até às cordas – referindo-se à Alemanha;

- Acontecem, estas goleadas acontecem, (…) querem é toda a gente que o jogo acabe.

Whatever...: Spending

Ontem queria ir jantar fora, mas vi a minha conta, e como vêm aí as férias, pensei que era melhor não fazer um spending. A minha conta bancária tem feito um valente downgrading ao longo dos últimos meses. Não há shotselling ou vending que a salve. Já pensei em fazer um benchmarking para tentar melhorar a situação mas andamos todos assim. Será que vendem jantares a leasing, factoring ou confirming?

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O inimigo público em pobrezinho: Sopa VS Crise

Ministra da Saúde aconselha portugueses a aproveitarem contenção para fazer sopa em casa.

Nota: Parece uma notícia falsa, cheira a notícia falsa, sabe a notícia falsa, mas felizmente ou infelizmente (sinceramente ainda não consegui decidir) é uma declaração verídica de Ana Jorge.

Descobri assim duas coisas de uma só penada:

1- Ando a lutar contra a crise, desde que saí de casa da mamã há 10 anos, e tive que me agarrar às panelas (sou sopaólica);

2- A ministra da Saúde perdeu o tino. Se isto não é um problema de saúde pública, então não sei o que é...




Slogan do momento: Talhos Silau

Com Talhos Silau, você compra um bife e nós damos um bacalhau!

Talhos Silau, você que pensa que não é bom, mas olhe que não é nada mau!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Desabafos: IVA – Invariavelmente Vamos ficar Atolados…

E hoje, o dia 1 de Julho fica marcado como o dia em que ficámos um bocadinho mais entalados. É a conta de sempre: os salários permanecem iguais e o custo de vida sobe, a qualidade de vida desce, o stress aumenta, a produtividade dos que trabalham decresce e quem não trabalha endoidece…

Nestes momentos esquecemo-nos do que andamos para aqui a fazer e a nossa vida resume-se ao dinheiro. Não quero parecer demasiado exagerada, porque afinal é assim que o mundo funciona, é esta a sociedade em que vivemos e então precisamos do dinheiro… Mas será que exageramos no que toca às nossas preocupações financeiras e por isso tomamos más decisões?

Tenho esperança que o futuro da sociedade seja diferente. O modelo capitalista está obsoleto e tem de ser alterado. Já vimos que assim não dá. Vivemos nos humores de linhas expressas em gráficos que nos dizem se estamos a entrar na crise, na crise, a meio da crise… Dependemos do que uma agência de rating diz do nosso país, expressando-o em letras e em números. Mas somos mais, muito mais do que isso. O que é que aconteceu que de repente deixámos de ser o belo país à beira mar plantado para ser um -AA? Como é que se resumem as capacidades de um país numa letra? Voltámos ao mundo dos ABC’s?