quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Apelo

Caros leitores,

Existe uma miríade de temas que podem ser explanados no nosso blogue, basta, por exemplo, falar sobre o nosso país. Acho que só por aí têm tema suficiente para fazer rir, chorar, quiçá inspirar alguém.

Escrevam! Enviem os vossos textos, pequenos, grandes ou assim assim. Sobre o que quiserem, desde que comece por "Peço apenas 2 minutos de atenção porque...". Escrever pode ser catártico e evitar gastar dinheiro em ansióliticos ou consultas no psicólogo.

Se são envergonhados, o texto pode ser publicado sem fazer referência ao seu autor. E ainda para mais temos um prémio, aliás dois: vinho e chouriço! Agora que está a ficar frio, quem resiste a este espectacular prémio?

Vá, puxem pela cabeça e pelas pontas dos dedinhos e comecem a escrever. Enviem tudo para o nosso e-mail: 2minutosatencao@gmail.com

Estamos à vossa espera, à espera das vossas ideias, inspirações e, quem sabe, remendos para a nossa sociedade?

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Whatever...: Mulheres discriminadas nas notícias?

Foi feito um estudo internacional sobre os principais alvos das notícias e a maior parte dos intervenientes (ouvidos ou protagonistas) são homens, ou seja, as mulheres aparecem menos nas notícias. Apesar de um claro aumento comparativamente à 15 anos, a maior parte das notícias coroa o homem como personagem principal.

Outra curiosidade deste estudo é que, a idade das mulheres e o seu estatuto familiar são mencionados muito mais vezes do que nos homens. É caso para reflectir. Estaremos continuamente à procura de equilíbrio em todos os quadrantes da sociedade? Vamos ter de queimar soutiens durante muito mais tempo, ou será que nunca vamos poder deixar de o fazer?

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Desabafos: Jet Setting...

Por falar em Patetolândia, adoro ler revistas cor de rosa, principalmente porque não conheço 80% das pessoas entrevistadas ou fotografadas! Acho brilhante que se aplauda malta que não faz absolutamente nada enquanto andamos a trabalhar que nem uns mouros. Não sei se sou eu que sou muito reivindicativa. Digam-me lá, acham que sou muito revolucionária? Acham que refilo muito?

Desabafos: Patetolândia

Sem desprimor para o senhor Pateta - ou Goofy, na terra dele -, hoje acordei a pensar que nos tornaram num país de patetas. Esta é a Patetolândia, falamos Patetês e somos uns grandes Patetas.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Whatever...: Motivate this!

Eu hoje venho aqui falar de motivação. Disseram-me uma vez que o nível de motivação depende de nós. Afinal, se à nossa volta tudo corre mal, somos nós que temos de lutar para que a nossa motivação não seja afectada e continue nos píncaros. Certo? Errado!

A motivação é algo interior, íntimo, que se expressa em comportamentos de acção positiva. É algo de bom, que sentimos internamente e que nos permite avançar positivamente, e que, na minha opinião, está entre dois momentos. O primeiro momento é aquele que nos motiva, e o último, aquilo que construímos de bom com base na nossa motivação. Vejamos o exemplo da escola: Temos uma boa nota num teste, sentimo-nos motivados e o resultado é estudar mais, com mais força de vontade. De facto, motivação e força de vontade caminham lado a lado. Uma dá origem à outra e permanecem para sempre interligadas.

Mas é facto que a motivação, apesar de ser pessoal, ser uma coisa muito nossa, está dependente de vários factores externos. É claro que somos todos diferentes. Cada um fará uma gestão diferente da sua motivação pessoal, uns conseguem manter a sua motivação nos piores momentos, outros só a conseguem alcançar com acontecimentos especiais.

Por vezes no trabalho, o reconhecimento, quando bem usado pelas hierarquias, é um factor externo que pode dar um boost à nossa motivação e encher-nos de força de vontade. Assim trabalhamos melhor, os superiores ficam satisfeitos e no fim ficam todos contentes. É o efeito bola de neve que, quando usado no sentido inverso pode ter efeitos perversos. Se não somos reconhecidos ou recompensados pelo bom trabalho que consideramos ter feito, não somos motivados, ficamos com menos força de vontade e, para alguns, a produtividade baixa.

Se é isto que vos acontece, tentem reverter a situação. Entrar no loop da desmotivação é dar voltas sem chegar a lado nenhum. Não há resultado positivo que possa advir da falta de vontade e da irritação que se pressupõe.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Críticas: Os casos Queiróz, Mourinho e Paulo Bento

Já temos um novo seleccionador. A decisão só demorou 3 meses a ser tomada. Sim, 3 meses. Foi há 3 meses que Portugal esteve no Mundial de Futebol na África do Sul e teve aquela prestação.

Temos com isto vários pontos de interesse para pensar.

"Aquela prestação" não foi assim tão má. Afinal de contas passámos a fase de grupos e fomos eliminados por aquela que se tornou a selecção campeã do Mundo. Não parece mau de todo, mas é. Não a derrota com a Espanha mas as exibições, os casos, o ambiente vivido no seio da comitiva toda, jogadores, equipa técnica e staff. Aliás tudo isto já não era bom na fase de apuramento, conseguido in extremis com um play-off ganho à rasca à poderosa selecção da Bósnia.

Carlos Queiróz, por muito que se queira defender por dois campeonatos do Mundo de juniores ganhos há demasiados anos, nunca foi um bom treinador. Esta é a opinião generalizada e minha também. O seu percurso fala por si. Mas o grande problema não é ele. O problema é de quem o escolhe, de quem o contrata. Isto é, Gilberto Madaíl.

Como é óbvio, depois desta saga toda e de todos os acontecimentos ocorridos na era-Queirós, só havia uma solução: demitir o seleccionador. Escandaloso todo o processo que se seguiu para conseguir esta demissão. Mas lá se conseguiu.

Mas Madaíl conseguiu passar ao lado de toda esta polémica. Todos falaram, contra ou a favor de Queiróz. Laurentino Dias, Amândio de Carvalho, Pinto da Costa, Luis Filipe Vieira, António Simões, etc, mas Gilberto andava a preparar uma saída do problema em glória. E conseguiu. Criar a ilusão de ir buscar o melhor treinador do mundo, sabendo que nunca seria possível, mas fazer esquecer tudo o que se passou nos últimos meses.

Então que venha Mourinho. Alguém no seu perfeito juízo acharia realmente possível o Mourinho vir treinar a Selecção e por apenas dois jogos? Para já, que lógica teria ser apenas 2 jogos? E depois, alguma vez o maior clube de sempre, com os adeptos mais exigentes existentes, se permitiria ficar sem o seu "Special One", nem que seja por apenas duas semanas? Obviamente que não. E Madaíl sabia disso. Todos sabem disso. Mas todos também gostariam que essa ilusão fosse possível e por isso todos entraram nesse jogo. Inclusivamente e, para mim, surpreendentemente, o próprio Mourinho, que apesar de gostar de sair de qualquer cena como o grande heroí, foi usado como uma marioneta pelo presidente da FPF. Ilusão que deu (obviamente em zero), contrata-se então Paulo Bento, o simpático treinador que não só os sportinguistas gostam. É português, é novo, é ambicioso e já chorou numa conferência de imprensa. Cai bem.

E Queiróz? Quem se interessa agora? Ai o Conselho de Justiça da Federação anulou a suspensão de Queiróz? É indiferente, o que interessa agora é saber qual a convocatória do Paulo Bento e se ele consegue salvar o apuramento! Queiróz nunca devia ter sido Seleccionador porque é mau treinador e era óbvio que não dava em nada, mas foi mal tratado, foi injustiçado provavelmente. Mas quem tem culpa é quem manda, quem o contrata e não soube prever o desastre. E quem vai agora financiar a indemnização? Os contribuintes, claro está. Duma maneira ou de outra, seremos sempre nós. A única coisa que tenho pena é de não saber qual iria ser a convocatória do Mourinho. Ele afirmou que iria "treinar o Cristiano, o Ricardo Carvalho e o Pepe", o que não deixa de ser curioso para quem chegou a afirmar que se fosse Seleccionador não convocaria brasileiros. Mas fica para outra.

Whatever...: O xixi da agricultura

Num debate sobre a agricultura portuguesa, o economista João César das Neves, referindo-se aos incentivos dados aos agricultores, diz: "As ajudas são sempre um momento confortável. É como urinar na cama. Ao princípio está tudo quentinho, mas depois percebemos que afinal está também tudo sujo."

Ficam vários temas por explanar. Antes de mais, não será a experiência que cada um tem com o seu xixi nocturno, uma limitação para perceber esta metáfora? Quem não urina na cama, como pode perceber se é, de facto, confortável e sujo? E quem só dá conta quando o xixi está frio? E se há alguém que aprecie o quentinho e não se chateie com o sujo? São questões importantes que eu acho que aniquilam a tese do economista...

Nota: Poderão confirmar esta intervenção do economista João César das Neves no jornal Oje de 23/09/2010.

Whatever...: Freud explica!

Faz hoje anos que morreu Sigmund Freud. Mais precisamente 71 anos. O ilustre fundador da psicanálise é uma grande figura na vida de muita gente. Porquê? Porque para tudo, Freud tem uma explicação. Há um problema emocional, um choro desmedido? Freud explica. Há uma alegria estranha que surge repentinamente no indivíduo e que o faz gritar desalmadamente? Freud explica. Freud explica tanto, que explica mais do que uma enciclopédia de 7 quilos.

Para além de apresentar vários estudos inovadores, Freud debruçou-se especialmente sobre o uso médico da cocaína. Imagino que não deve ter corrido muito bem, tendo em conta aquilo que sabemos hoje sobre essa droga...

Outro tema interessante e muito desenvolvido por Freud é o da sexualidade. Gosto especialmente do seu argumento em que todos os seres humanos nascem polimorficamente perversos. O que é que isto quer dizer? Procurem, cultivem-se! Seus perversos...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Whatever...: The quê?

Já viram esta imagem nas paragens deste país? Não conheço esta nova série, mas que cara de coitadinho-pobrezinho-orfãozinho é aquela?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Whatever: Agora é que é: o momento porque todos esperavam

"O amor? Começa com grandes palavras, continua com palavrinhas, termina com palavrões."

- Petite pluie ...: comédie en un acte‎ - Página 24, de Edouard Pailleron - Publicado por Calmann Lévy, 1881 - 48 páginas




É a história mais velha do mundo. Amam-se, Querem-se, Apoiam-se mutuamente, Olham no mesmo sentido e Têm objectivos em comum, Lutam por manter a chama viva, Por superar os obstáculos contra Tudo e contra Todos. Mas por algum motivo... isso não chega. É triste, mas é a vida.




Há relações que estão condenadas à partida. Dizem que o amor vence todas as barreiras, All you need is love, Love love me do, and so on, and so on... Mas isso é nos filmes de domingo à tarde (os quais eu confesso apreciar em dias em que acordo com a boca a saber a papel de música, e o meu cérebro se encontra em estado pós-etílico). Se os protagonistas da história fossem a Jennifer Aniston ou o Hugh Grant, os Beatles até teriam a sua razão. Mas até os atrás referidos só se safam no grande ecrã, já na vida real: a Jennifer levou um bigode da Angelina, e se o nosso upsy-daisy precisa de sacar do American Express para embaciar os vidros de um carro... Bem, digamos que não é um indicador favorável. O facto é que não há relações fáceis, e o "casal" de que hoje vos falo, são o exemplo vivo daquilo que acabei de descrever.




Já adivinharam de quem estou a falar? Não? Rufo de tambores: Gilberto Madail e Carlos Queirós.  As manifestações e as juras de amor eterno alem de mútuas, eram uma constante no início do namoro, peço desculpa, contrato. É aquela fase da relação em que somos cegos aos defeitos do nosso par, em que as  mais corriqueiras manifestações fisiológicas são encantadoras, o trânsito intestinal do nosso mais que tudo chega a ser fofinho. Neste caso, para o nosso presidente da F.P.F. as borradas do seleccionador cheiravam-lhe a um whisky malte de 20 anos.

  


Mas, como diz o povo, não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe. E quando o amigo Gilberto reagiu ao ao Portugal 0-0 Albânia, com uma corrida aos lavabos à la Obikwelu. E estas coisas deixam marcas no coração de uma mulher, peço desculpa, de um treinador. Aposto que cada vez que havia um arrufo, peço desculpa, uma reunião o assunto vinha à baila. "Porque é que não estavas lá para me apoiar? A tua bexiga é mais importante que eu?" Típico.




E para acabar de vez com a harmonia, sem contar com os 10 milhões que estavam a torcer pelo desquite, aparece-lhes uma espécie de sogra. Daquelas metediças, inconvenientes, venenosas, que estão sempre a dizer " tu é que sabes  o que é melhor para ti, mas arranjavas muito melhor que isto!" e "desejo-vos tudo de bom, mas ele nunca ultrapassou o relacionamento anterior!" E já sabem como é que são os filhos com as mães, peço desculpa, os presidentes de Federações de Futebol com os Secretários de Estado do Desporto. Agora podemos fazer um exercício a que eu chamo "trocar as palavras em itálico por aquelas que vou passar a referir" e consiste em, bem acho que já perceberam em que é que consiste. Palavras chave: oitavos de final e Felipão. A sogra/Laurentino Dias não se inibe de pôr o dedo na ferida, mas sempre com a melhor das intenções.




E agora acabou. Foi o fim. Parece que o divórcio vai ser litigioso, peço desculpa, a rescisão não é amigável. Estas coisas acabam sempre de forma conturbada. Especialmente quando a cama, peço desculpa, o banco  do treinador ainda não arrefeceu, e já a troca está feita. Primeiro, Madail estava inclinado para uma coisa sem compromisso. Não um caso de uma noite, mas de dois jogos. Mas parece que a dama,  peço desculpa, Mourinho está comprometido. E o marido, peço desculpa, o Presidente do Real é ciumento. 




Resumindo e concluindo, parece que a Federação já encontrou a Cinderela a quem serve o sapatinho de cristal. Parece que a decisão está tomada. O pedido de casamento, peço desculpa, o convite está feito e Paulo Bento deu o Sim. Que sejam felizes para sempre, e que tenham muito meninos, peço desculpa, muitas vitórias.




Uma última palavra para Carlos Queirós: segue a tua vida sem olhar para trás, o tempo tudo cura, e vais ver que um dia ainda vais encontrar alguém que te mereça, que veja as tuas qualidades. Um conselho: emigra, pois felizmente neste jardim  à beira mar plantado só há um Madail, e até ele te trocou por alguém que usa risco ao meio.

sábado, 18 de setembro de 2010

Whatever...: Ser colaborador do Family Frost

É uma coisa que intriga. Imagino-o a dizer todo pomposo “Ah, eu cá tenho carro da firma! E até o uso ao fim de semana!”. Fascinante. Eu admito, tal como adorava um dia guiar um autocarro e uma escavadora, só naquela de experimentar, gostava muito de guiar a carrinha da Family Frost, não só pelo seu amarelo picatchu, mas também para prender o inventor daquela buzina em cima do tejadilho, e guiar à maluca enquanto ligo o som, gritando: “gostas c*#%&, gostas?” É uma ideia…

Ficam vocês a saber, seus incultos, que a Family Frost iniciou o seu percurso pelos caminhos deste Portugal, em 1998, apesar de parecer que oiço aquele ti-ni-ni desde muito pequena. Existem 183 carrinhas por este país, a levar a todos os lados os seus congelados. Eu acho fabuloso. Estou eu aqui na fronteira entre o campo e o subúrbio e lá vem a bomba amarela, qual tweety do asfalto, cantarolando o seu ti-ni-ni.

Meninas, se todos os condutores foram como o do catálogo, aposto que a venda do croquete vai disparar em flecha depois de o folhearem! É o problema de apresentação dos produtos em catálogos, ao vivo a qualidade nunca é a mesma!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Whatever...: Eu TGV, e você?

Nunca vi TGV que mais voltas sem ainda estarem construídos os carris! Anda por aí, em velocidade furiosa, de boca em boca, e carrega mais problemas do que algum dia carregará pessoas! Como eu desabafei em Agosto, este menino já devia de ter nascido há muito tempo... Mas há partos neste país que são muito difíceis...

Desabafos: Dia da Compreensão Mundial

Hoje assina-se o dia da compreensão mundial. Vamos lá compreender um bocado. Pronto, já está. Deixo-vos um tema mundial para tentar compreender: a FAO anunciou que a fome no mundo diminuiu, agora atinge menos de um bilião de pessoas, pela primeira vez em 15 anos. Tentem compreender, porque eu não compreendo. Como é que é possível ainda existirem tantas pessoas no mundo com fome? E não é porque a nossa mãe nos disse aos 7 anos que temos de comer tudo porque há meninos em África que passam fome...

Whatever...: Arranjem novas desculpas!

Diz que o "oh meu amor hoje não, que me dói a cabeça", não poderá ser usado como desculpa, pois os senhores doutores comprovaram que, depois do orgasmo, existe um alívio total ou parcial da dor de cabeça.

A minha questão, não querendo defender as senhoras das enxa(quenãoquerem)quecas, é a seguinte: Como é que se faz o arranque com a dor de cabeça? É preciso muita força de vontade, ou não...!

Avançando na matéria, que é de uma importância fulcral, será necessário encontrar novas desculpas. Dor de cotovelo, dor de dedo mindinho....

Como existem novos estudos que dizem que sexo pode ser importante na prevenção de depressões, não só não consigo vislumbrar mais desculpas, como posso concluir que a prostituição foi o primeiro ramo da psicologia a nascer. Et voilá, fiz a descoberta do século!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Críticas: Eu gosto é do verão!

…por isso, e sem mais demoras, declaro Portugal um país tropical! Reparem, só falta pegar neste rectângulo à beira mar plantado e fazê-lo descer uns graus para sul. Podia ficar ali entre o Trópico de Câncer e o Equador, mais coisa menos coisa!

É só vantagens:

- Já temos pés descalços, pobreza e espírito empreendedor para vender colares nas praias;

- No norte podiam reabrir as fábricas têxteis para fazer biquínis e toalhas para os 873 resorts ”tudo incluído” que iam nascer que nem cogumelos na linha de costa. Investimento estrangeiro, claro;

- Íamos ganhar mais costa com a separação da Espanha;

- Podíamos trazer a Galiza, onde se come bem e deixar a Madeira para trás, com o Alberto, claro;

- Iniciava-se a produção de cana-de-açúcar, revertendo-se num shift do garrafão de vinho para o rum;

- Toda a população teria a possibilidade de aprender o inglês sem estudar, deitando por terra a primazia do Algarve e do Zézé Camarinha e permitindo que os custos de educação baixassem;

- Falando em educação, a discussão sobre o fecho das escolas deixaria de fazer sentido e seria incentivada: afinal os miúdos vão ser precisos nas zonas turísticas para pedir coisas aos turistas;

- Na política, o excesso de calor poderia fazer com que andassem todos à batatada na Assembleia da República, o que seria deveras engraçado.

- Mais engraçado ainda, era andarmos todos de chinelo e vê-los a suar de fatinho enquanto fazem, como se diz, política? Não… ah, nada, enquanto fazem nada!

- Longe do bacalhau, o Natal passaria a ser povoado por lagosta;

- Ninguém fazia anos de Inverno;

- Deixaria de existir aquela amostra de neve na Serra da Estrela. Com o mar ali ao pé, do lado que era de Espanha, fazíamos aqueles escorregas de areia como há no Nordeste Brasileiro, mas com mais pinta e declive;

- Muito boa gente podia levar com uns cocos na cabeça, que só fazia era bem…

Amigos da fronteira, comecem a escavar!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Whatever...: Allgarve!

Foram ao Algarve este ano? Eu encontrei menus à porta dos restaurantes em Português! Juro! Que se abra um buraco no chão e que as entranhas da terra me arranquem os olhos e os levem, se isto não é verdade! Esta minha descoberta vai alterar a espécie "menu em português" de extinto na natureza para em perigo crítico!

Críticas: Penso, logo, evacuo.

A premissa de Decartes - Penso, logo, existo – já proporcionou muita discussão filosófica. Eu que o diga, que sempre detestei filosofia. Para mim, antes de pensar já existo, em corpo, espírito, ou emoções.

Para muitos, o pensar poderá ser sinónimo de expelir algo que, claramente, lhes está a fazer mal dentro do corpo. Basta ler muito jornal em Portugal, ouvir comentadores, ou até mesmo, imagine-se, um relato da bola. As palavras que se juntam nas bocas de muito boa gente poderiam fazer esgotar o papel higiénico em Portugal, em 1 único dia.

Desfazendo a premissa - penso, logo, evacuo -, podíamos começar por dizer que o “pensar” não existe. No entanto, algum esforço mental deve existir para que o resultado cheire tão mal. Denota-se um raciocínio, ainda que ilógico, e, havendo raciocínio, podemos concluir que há o pensamento que o faz nascer.

Assim, o acto de pensar evolui para o acto de obrar por razões muito simples: há uma grande concentração de caca que sai do pensamento de muita gente com opinião neste país (ainda me terão de explicar porque raio têm opinião e a partilham), e esta concentração de excremento tem de sair de alguma forma; e, claramente que cheira mal.

O problema de cheirar mal não é só pelo próprio incómodo nasal, é também pelo facto de se prolongar no tempo, teimando em ficar nas nossas narinas. De referir que também são cheiros rapidamente substituídos por outros que tendem sempre a ser piores.

Desta forma, vemo-nos sempre acompanhados pela náusea provocada pelos pensamentos de caca. A única solução à vista é ripostar, comprando um ambientador ou, em última instância, não ligar a televisão ou ler jornais… Mas esta é uma má solução, pois perdíamos aquela caca especial que nos faz rir a bandeiras despregadas!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Críticas: Greve na PSP

A PSP quer fazer greve. Dizem que é inconstitucional, o que quer dizer que é ilegal, imoral, proibido... Entendo. Temos a Constituição, e temos de a respeitar. Não há nenhuma emenda, como nos States, que os salve. O que seria deste país sem o efectivo da PSP a funcionar em pleno? Esquadras com só um polícia ficariam sem polícias... Aquele carro da PSP que vêem passar na vossa rua uma vez por semana, passaria apenas uma vez por mês.

É esta a triste realidade. Existem poucos efectivos, ganham mal, põem a vida em risco e acho que ainda têm de comprar a farda...

Questão de algibeira: Será que a Constituição, essa senhora de respeito, com "C" grande, também considera imoral, ilegal e talvez proibido a falta de condições de trabalho dos polícias? Também considero exagerada a ideia de pré-aviso de greve para uma altura fulcral para Portugal, que vai ser palco de um grande encontro Internacional, o tal meeting da NATO. Ok, não fazem greve, não podem, não deixam, não devem. Então, como resmungar?

Não me considero sindicalista, mas todos temos o direito a expressar a nossa insatisfação, quer individualmente, quer no colectivo. Se não podem fazer greve, então expressem o seu descontentamento ao Governo, e este que faça qualquer coisa. Mas qualquer coisa para os ajudar, não é para fazer pior...

Whatever: Aviso à navegação: isto não é um blog de Gaja





Conhecem a história da Cinderela versão 2010? Não? Passo a relatar:


Era uma vez A Gaja. A Gaja chamava-se Cinderela, Cin para os amigos. A Gaja Cinderela tinha um emprego entediante, mal pago, e que não a fazia sentir-se realizada. Não que ela se esforçasse muito (nem muito nem pouco a bem da verdade) para progredir na carreira. Aliás a alcunha dela era Miss Serviços Mínimos.  Um corte de papel era o suficiente para accionar o seguro para acidentes de trabalho. Para isso e para uma semana de baixa em casa, a reler  a obra completa da Margarida Rebelo Pinto.


Curiosamente, apesar do seu salário corresponder a 2 horas no SPA que ela frequentava (por necessidade absoluta é claro, ela não podia viver sem o seu "Envolvimento em Algas Orientais" semanal, simplesmente não podia), a gaja conseguia manter um estilo de vida que faria a Victoria Beckham corar. Ora vejamos:

- Mora num duplex no Chiado, cujo valor é superior ao PIB do Burkina Faso.

- É cliente frequente de restaurantes em que o nome dos pratos e a extensão de dígitos na conta são mais longos que os nomes dos filhos do D. Duarte e da Isabelinha, e a quantidade de comida é inversamente proporcional.

- O guarda roupa dela foi avaliado num valor semelhante à ala Egípcia do Louvre, e a quantidade de sapatos é superior ao número de japoneses de máquina em punho em frente à Mona Lisa.

- A sua religião também tem um Santíssima Trindade: Cabelos, Manicure, Maquilhagem. É mais fácil encontrar um milímetro no corpo da Betty Grafstein que nunca tenha visto um bisturi, que um descuido no penteado, unhas ou gloss d'A Gaja. Tudo graças a uma parafernália de produtos cosmésticos high-tech. E high-price, como é óbvio.




Um belo dia, A Gaja entregou um recado ao chefe com um nome e um número de telefone, o que para a Gaja representava um desafio da magnitude de uma travessia do Canal da Mancha a nado. O Chefe (que a tinha recrutado não tanto pelos valores presentes no certificado de habilitações, mas mais pelo 36 Copa C que se lhe adivinhava debaixo da blusa) disse-lhe: "Escreve muito bem!". Este elogio tratava-se claramente de uma alusão à caligrafia, a qual A Gaja tinha aperfeiçoado em detrimento da ortografia. Mas não foi isso que ela depreendeu.



E então pensou: É isso. É isso que eu preciso de fazer. Vou escrever. É isso mesmo, vou escrever. Ainda para mais os blog's são tão trendy, não podiam ser mais fashion! E vai daí cria um blog sobre... Sobre... A sua vida. Para quê cansar os neurónios com mais, com um material tão precioso, tão à mão de semear.


E assim foi, criou um blog sobre a sua vida, isto é, sítios trendy, spot's fashion, um manancial de informação sobre as roupas, os cremes e todos as outras coisas que um cartão de crédito pode comprar e que indubitavelmente mudaram a sua vida. Ou seja, mais publicidade que as Páginas Amarelas.

And last but not the least, não nos podemos esquecer do mais importante no blog d'A Gaja: As Relações/ Os Sentimentos d'A Gaja. Ou para ser mais rigorosa: Os Gajos d'A Gaja e/ou os Gajos que a Gaja queria mas não conseguiu pôr a unha. Relativamente a este tema há duas possibilidades:



- Quando está apaixonada: " O amor é a melhor coisa do mundo (...), só ele me fez sentir mulher e me leva ao céu todas as noites só com um olhar. O melhor amor não é o primeiro, é o último (...) agora sim encontrei o homem da minha vida! E tenho a absoluta certeza que é para sempre (...) a paixão só morre se nós deixarmos."




- Quando levou com os pés/apanhou-o com outra/percebeu que ele cheirava mal dos sovacos: "Agora sim sou uma mulher plena (...) sou livre e posso cuidar de mim e preocupar-me realmente comigo! Sou muito mais feliz sozinha (...) e hei-de encontrar alguém que me mereça, embora não precise de um homem para rigorosamante nada, desde que inventaram os massajadores faciais! Foi bom enquanto durou (...) o tédio matou a relação inevitavelmente!"



E basicamente foi isto. Os seguidores empolgados são mais que muitos, as revistas cor de rosa fucsia anunciam o endereço do blog como a melhor invenção depois da roda, o Santo Graal, o elixir da eterna juventude. Vem o livro do blog, recebe mais convites para festas que uma ex-mulher/ex-namorada/ex-one night stand de jogador de futebol e A Gaja vive feliz para sempre...



Pelo menos até perceberem que ela não é nada sem o corrector ortográfico do Windows, e que existem pelo menos 756 Gajas iguais a ela só no concelho da Amadora, a fazer mais do mesmo...



segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Whatever...: Ideias para jovens empreendedores!

Como a minha imaginação é profícua (gosto desta palavra), lembrei-me do seguinte. Ora, se um dia a venda de droga é legalizada, vai ser necessário criar uma empresa de venda de droga. Com as facilidades que hoje existem, é só ir á Internet e criar a empresa na hora!

Para criar uma empresa, as burocracias são hoje muito menores do que há um tempo atrás. Ainda assim, há uma temática fácil para uns e difícil para outros: o nome da empresa! Pois bem, foi a pensar nos futuros empresários em nome individual (ou colectivo, cada um sabe de si), que eu compilei alguns nomes bastante sonantes. Com os nomes que sugiro, qualquer um pode ser um jovem empreendedor, capaz de singrar no mundo da droga liberalizada:

- Carocho e Filhos, LDA;

-Bolota e Companhia, SA;

- Cheirinhos e pózinhos da Tia Misé;

- Alucinó-Silva & Irmãos;

- Toxicocenas e derivados.

É só escolher meus amigos! Ah, e esperar, ou emigrar para a Holanda!

sábado, 4 de setembro de 2010

O inimigo público em pobrezinho: Evangelho segundo Aníbal e José

"Papa condecora Cavaco Silva e José Sócrates"
Expresso, 28 de agosto de 2010





Sim, eu sei, é um facto. As condecorações são tão difíceis de obter como os brindes do HappyMeal. Ou uma doença venérea na cama da Elsa Raposo.





Tenho praticamente a certeza que fui das poucas, senão a única, a não receber um galhardete das mãos do nosso soporífero ex-Presidente Sampaio. Tenho a secreta convicção que ele decidiu atribuir uma condecoração por cada sarda que tem no corpo. Se não fossem as ilhas, a sua missão teria ficado aquém.





Mas justiça seja feita ao Alemão de branco. A distinção de Cavaleiro de Ordem Piana  não poderia estar melhor entregue que ao Prof. Enfarda Bolo-Rei/ Sr. Gosto mais de um tabuzinho que de um D. Rodrigo, também conhecido por Aníbal Cavaco Silva.





Por sua vez, a nomeação de Cavaleiro de Ordem de São Gregório não podia estar em melhores mãos que as do Sr. Manso é a tua tia e Quem diz é quem é/ Eng. "O Inglês Técnico é uma treta, pá!", isto é, José Sócrates.




Estes nossos representantes, eleitos democraticamente (e aqui ponham a mão direita em cima do coração enquanto repetem Mea culpa, minha tão grande culpa), são os "Perca Peso,Pergunte-me Como" da Igreja Católica. São os melhores angariadores que Ratzinger podia pedir a Deus (se calhar encomendou-os mesmo ao Grande, tipo La Redoute Celestial...).





Não me consigo lembrar de ninguém que aproxime tanto o povo luso da Santa Madre Igreja, como estes dois "Cavaleiros". É impossível passar um dia sem ouvir alguém dizer  "Este Governo é de bradar aos Céus!" ou "Se estivermos à espera que o Cavaco resolva alguma coisa, valha-nos Deus!"




Não se deve subestimar o poder evangelizador de um mau Estadista ou de um Político incompetente. Nada para pôr o País de joelhos e levantar as mãos ao alto, como uma Comunicação ao País do nosso Presidente ou do nosso Primeiro.





Jesus Cristo disse a Pedro "Vai e Espalha a Palavra!" Palpita-me que Bento XVI segredou ao ouvido do Aníbal e do José "Governem e Espalhem o Medo!" (favor ler com sotaque de Coronel da Gestapo)

Críticas: Casa Pia, the beat goes on.

Vou tecer as minhas considerações sobre o caso Casa Pia, já que tudo o que é gente o faz. As minhas considerações, no entanto, poderão ser um pouco diferentes. Ora pensem comigo: se eu não sou jurista, testemunha, réu, parte interessada, e não tenho acesso a nada do que pode ser prova, ou conhecimento de algo em particular sobre o caso, como é que eu posso opinar sobre a inocência ou culpabilidade de alguém?

Muito português faz isso, e eu pergunto, têm capacidades especiais? São médiums? Estou a falar daqueles que não têm rigorosamente nada a ver com o caso e são apenas a dita opinião pública. Como é que eles dizem com tanta certeza quem é culpado e quem é inocente? Eu não sei, não faço ideia e não tenho esse ónus. Esse trabalho é dos advogados, dos tribunais.

É o problema da opinião pública em Portugal, fazem-se julgamentos de rua, isentam-se alguns, matam-se outros, ainda que com palavras.

A minha opinião sobre este caso, dirige-se a um tema que, sendo Portuguesa poderei me dirigir com clareza: 8 anos? E quanto tempo mais vai ser preciso? Será que ninguém vê que, as vítimas sofrem por não haver desfecho e os inocentes que são julgados (a existir) têm a vida em pause este tempo todo? Alguém consegue ver isso? Que país é este que permite que isto aconteça? Os Direitos do Homem estão a ser violados, e só se apontam dedos...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Whatever...: Vai ser mais caro casar.

Olha, que pena, mais um motivo que me leva a adiar a minha vontade de contrair matrimónio (que é nula, neste momento)! É que a partir de 1 de Outubro, casar vai ficar mais caro em 20.00€, passando para um encargo final de 120.00€.

Mas o que é este valor comparado com os preços de quintas, vestidos, flores, Igrejas...? Eu para já vos digo, gosto pouco dessa conversa!

Já o custo associado ao divórcio, vai se manter nos 250€. Bem, sai mais caro reparar a asneira do que fazê-la!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Críticas: Reeeeeeeeeeentreeeeeeeee! (ler com sotaque muito afrancesado)

Adoro a rentrée! O nome, claro! É o re-entrar, o re-começar, o re-aturar tudo outra vez, vira o disco e toca a mesma música, over and over again...

Voltemos à palavra, rentrée! É muito francês, é muito sonante... É uma palavra carregada de energia, energia de nova vontade, nova força, um regresso poderoso... Agora, associar isso à política, bom, tenho algumas dificuldades...

É certo que eles vêem cheios de força. Se eu descansasse uns dias num hotel de 5 estrelas, com tudo incluído e uma bela piscina, também ficava cá com uma energia! E cheia de vontade.

O problema no "re" de re-entrada, é a re-petição: re-petem-se os discursos, as dramatizações, as conversas inflamadas, os ameaços e tudo o resto.

Falta re-novação na política! É urgente alterar a mensagem, parar o ataque e definir uma estratégia comum. Mas ninguém se rala. A visão é curta, e na rentrée esqueceram-se de outra coisa nova: melhorar a graduação nos óculos, para ver melhor o país!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Whatever: O momento que todos esperavam! Não, o Carlos Queirós não foi engolido por um tubarão-martelo...





"Voltei, voltei. Voltei de lá. Ainda ontem estava em França, e agora já estou cá."
Dino Meira 1940-1993


Nota: Experimentem ler isto em modo Vítor de Sousa a declamar... Anima uma casa, só vos digo.





A pedido de muitas famílias (as quais poderia enumerar ad eternum, se a memória não me tivesse falhado de repente de forma fulminante tipo Dias Loureiro ): I'm back!




O melhor remédio para a depressão pós-férias, a seguir ao EuroMilhões, à distância de um click.




Podem sair da fila para a carrinha da metadona caros leitores, acabaram os dolorosos dias de privação.




Tirem a corda da garganta, tirem a navalha da garganta, tirem as três lamelas de Valium da garganta, libertem a dita cuja para galhofar a bom galhofar, com o patrocínio desta que vos escreve.




Desmarquem a consulta com o psicólogo, com o psiquiatra, com o psicoterapeuta, o chinês da Acunpuntura, com a Taróloga/Relações Públicas/Comentadora da Vida dos Outros em programas de chacha. Tenho resultados comprovados, e faço a coisa por metade do preço.


E pronto, era isto que eu tinha para dizer. Assim de repente, não me ocorre mais nada.